A inauguração aconteceu na manhã do último domingo e reuniu cerca de 60 pessoas entre familiares e amigos dos homenageados

(Amigos e familiares dos pioneiros fizeram questão de ir até o local prestigiar cada obra)

O local, que ainda neste ano, foi por várias vezes alvo de vandalismo, alagamento e reclamações, agora reflete arte e pertencimento. O famoso mergulhão, situado na Av. Minas Gerais, no centro da cidade, está atraindo olhares e elogios da população. Isto porque a Secretaria de Cultura, juntamente com grafiteiros da cidade deram início a um projeto que homenageia personalidades que participaram da construção e do desenvolvimento da cidade, além de valorizar a cultura do grafite. Desta vez, vinte rostos foram pintados nas paredes do mergulhão. Apesar de retratarem pessoas que há muito tempo passaram por aqui, os desenhos exalam modernidade, com cores vivas, traços bem detalhados e um tamanho nada discreto, tudo isso para encantar os olhos da população.

Dentre os homenageados estão Ivo de Tássis, Dona Zulmira, Irmã Efigênia, Mário Rocha e Euzébio Cabral. Você com certeza já ouviu falar em um desses nomes, pois, atualmente identificam ruas, escolas e instituições. A Dona Ivete Seraphina de Tássis, é filha do pioneiro Ivo de Tássis e ex-aluna da Irmã Efigênia, fundadora do Colégio Imaculada, que está localizado no centro da cidade. Dona Ivete tem 83 anos e já de início se emociona ao falar do pai. “Nos anos de 1935, meu pai veio para esses lados da cidade Figueira do Rio Doce, pela fama que aqui tinha de riquezas, de uma vida nova, procurando um lugar para desenvolver família, já que morávamos no interior. Ele escolheu um lugar para implantar uma fábrica de móveis e em 1938, minha mãe, que havia ficado por estar grávida, veio com seus três filhos. Meu pai foi pioneiro na fabricação de móveis. Assim nós partilhamos o início da Figueira do Rio Doce, que deu origem a Governador Valadares”. Ao ser questionada sobre seu sentimento tendo seu pai homenageado pelo município, Dona Ivete não esconde a emoção pelos olhos lacrimejantes e a voz embargada. “Maior do que o grande orgulho que eu sinto, só a gratidão. Gratidão a Deus, a essa terra e a essa gente que nos acolheu”.

(Dona Ivete em frente à pintura do pai, o pioneiro Ivo de Tássis)

O Clero Júnior é diretor da Secretaria de Esporte, Cultura Lazer e Juventude de Valadares e um dos organizadores do projeto. Segundo ele, uma das intenções da ação é resgatar a cultura do grafite e das artes de periferia no geral. Clero também afirma que o projeto não para por aqui. “Na verdade, serão sessenta pioneiros. Esses foram os vinte primeiros. E depois vem a ideia de resgatar esse momento cívico que a cidade está precisando”, completa. Nas extremidades das pinturas, temos também a bandeira de Valadares, que é desconhecida por boa parte da população.

Thiago Souza é um dos artistas grafiteiros que realizaram o belíssimo trabalho e conta que se sente agradecido por ter participado da ação. “É muito gratificante participar desse projeto. Valadares nunca teve um projeto de grafite nessa imensidão. Eu estou muito feliz com o resultado”. Thiago detalha que o trabalho feito no mergulhão não foi de tudo grafite, apesar de carregar muitos traços do estilo. Mas destaca que mais projetos de valorização da arte estão a caminho.

(Thiago Souza é arquiteto e um dos grafiteiros envolvidos na homenagem)

Sobre os atos de vandalismo antes relatados no local, o prefeito André Merlo espera e pede para a população de Valadares se conscientizar nos cuidados com os bens públicos. “Isso aqui é de vocês. É dos munícipes!”, ressalta o atual prefeito.

 

 

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