A voz ainda é o principal instrumento de comunicação dentro das salas de aula. E o mau uso dela tem levado vários professores para consultórios em busca de soluções para evitar a perda parcial ou total da voz. Ainda que existam vários recursos que ajudam a amplificar o som, os problemas parecem persistir. Um estudo feito pelo Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro SP) apontou que 63% dos professores que trabalham na rede particular apresentaram problemas na voz.

Para a fonoaudióloga Cristiane Alves, professora do curso de Comunicação Social da Univale, a exposição em excesso sem o devido cuidado é umas das causas que contribui para que isto aconteça. “Nós temos um índice altíssimo de professores que são afastados da sala de aula, e que precisam de acompanhamento médico porque usam mal ou abusam da voz, e esses professores precisam de orientação, precisam de cuidados para que possam cuidar da voz”, afirma.

O tempo seco e a baixa umidade relativa do ar também são fatores relevantes que contribuem para eventuais problemas. “Neste tempo seco, o principal remédio é a hidratação, precisamos hidratar o corpo de uma forma geral. Precisamos tratar a mucosa da boca, através do uso de água o dia todo, com goles pequenos, constantes, e lavar as vias aéreas (o nariz) com soro fisiológico. São atitudes simples, baratas, mas que evitam o ressecamento, e quando você esta com a região da laringe ressecada, você faz força e pode machucar a prega vocal”, salienta.

Rozania Dutra é professora há 36 anos e conhece bem esses problemas. Hoje, evita usar a voz em excesso na sala. O microfone passou a ser seu aliado, além de passar por atendimento com um especialista. Ela também mudou a alimentação e ressalta que as mudanças têm dado certo. “Eu tomo muito líquido e procuro nivelar minha voz num único tom, sem gritar, sem esforçar, porque quando eu esforço consequentemente eu vou ficar rouca. E os cuidados que aprendi com o especialista me ajudaram bastante. Tenho falado menos e pausadamente”, ressalta a professora.

Além de se hidratar, algumas dicas ajudam o profissional da comunicação a manter a voz limpa: articular bem as palavras, não pigarrear em excesso, não usar e pastilhas, nem beber com frequência líquidos gelados, manter uma alimentação regular e saudável, fazer repouso vocal após um longo período de exposição da voz, com orientação fonoaudiológica, fazer exercícios de aquecimento e desaquecimento vocal e ao perceber sintomas como rouquidão, dor na garganta, cansaço vocal, falhas na voz, excesso de pigarro, desconforto ao falar.

Se algum desses sintomas surgirem, é fundamental procurar um médico otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo.

Por Roney Alves

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