Por André Guimarães (4° Período de Jornalismo)

A época de seca na região de Governador Valadares, que normalmente é de abril a outubro, tem reflexo direto em várias áreas do comércio que dependem do setor agro. O preço do gado de corte é um dos que mais sofre alterações nessa época do ano. Gasto com ração para complementar a alimentação e menor oferta do produto têm, consequentemente, aumentado os preços, tanto nos açougues quanto nos supermercados da cidade. O que faz com que o consumidor desembolse mais dinheiro ou procure alternativas no mercado.

Alguns açougues da cidade preferem manter congelado o preço de venda da carne bovina, apesar de comprar mais caro, e dessa maneira tendo uma margem de lucro menor, mas mantendo a quantidade de vendas e os clientes. Mas não é difícil encontrar outros casos onde o repasse é inevitável. Nos últimos dois meses, em vários comércios de carne de Valadares o quilo da alcatra, que é uma das peças mais procuradas, saltou de R$26,00 para R$28,50. Uma média de 10%.

Os consumidores buscam maneiras de diversificar o cardápio para conseguir manter o orçamento em dia. É o caso do Robson Roberto, 56, que faz uma espécie de rodízio. “Quando a carne de boi sobe, vai aumentar a despesa, o custo. Aí, a gente opta pela carne de segunda, que é uma carne que é mais barata, uma carne boa também. E lá em casa a gente sempre varia. Às vezes é linguiça, frango, ou pé de frango, igual vou levar agora pra minha sogra”.

A carne do dia escolhida pelo Sr. Robson foi pé de frango, que segundo ele, cai muito bem com quiabo / André Guimarães

Para não deixar o período de seca com a venda de carnes no negativo, os supermercados apostam nas promoções de outras carnes, que tem custo mais baixo, como frango, porco e até mesmo cortes mais baratos do boi, a famosa “carne de segunda”. Segundo Wanderson Miller, gerente de um supermercado no centro da cidade, o bom e velho hábito do brasileiro comer aquela carne no almoço e fazer churrasco no fim de semana continua. O número de vendas continua o mesmo, mas o que muda é a quantidade que cada cliente leva para casa. “As vendas permaneceram do mesmo jeito, mas caíram em quantidade de compra, que eles compravam”.

O que resta ao consumidor, principalmente para aquele que gosta da carne de primeira, é fazer uma boa pesquisa de marcado para encontrar locais com preços mais em conta, ou torcer para que esse ano a chuva não demore a chegar à região, para que os preços voltem ao normal.

Foto de capa: No período de seca as costelas do gado ficam aparentes, o que reflete direto no preço de venda / Danyel Guimarães

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