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Dados do TSE MG apontam diminuição do número de jovens eleitores entre 16 e 17 anos

Por Ana Carolina Costa

Para muitos, votar é uma questão de cidadania. Outros, já pensam que o voto obrigatório vai contra o discurso de democracia que é na maioria das vezes defendido pelo Governo. Mas, o assunto em questão aqui hoje, é a participação do jovem na política, não como candidato, assunto que podemos tratar num outro momento, mas como eleitores.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral de Minas gerais (TSE), a redução de jovens que se dispõem a exercer o papel de eleitor tem sido alarmante. Segundo os dados disponibilizados pelo TSE, nas eleições para a presidência da república em 2010, houve um total de 218.931 eleitores na faixa etária de 16 e 17 anos. Em 2014, este número caiu para 124.140 eleitores. Isso equivale a uma queda de 43,3% da participação dos jovens mineiros nas eleições.

Trazendo esse reflexo para a nossa Governador Valadares, em 2010, o total foi de 2.710 jovens eleitores, enquanto em 2014 apenas 1.347 jovens compareceram às urnas. Uma queda ainda maior em comparação aos dados estaduais, equivalente a 50,3%.

A Isabela Oliveira tem 17 anos. A estudante do terceiro ano do ensino médio não tirou seu título de eleitor até o momento e acredita que ainda não está preparada para votar, “Eu ainda estou meio perdida sobre esse quesito do meu posicionamento político, mas isso é uma coisa que vai variando de tempo em tempo. Por mais que eu tivesse minha opinião agora, daqui quatro anos ela vai ser completamente diferente de hoje”, explica. Isabela também não deixa de destacar sua descrença para com os atuais candidatos à presidência, “Não pretendo participar das eleições este ano porque eu não achei um candidato a altura desse cargo. Não consigo ver um candidato que esteja realmente disposto a levar o país pra frente”, lamenta Isabela.

Já o Daniel Mendes, que tem a mesma idade de Isabela, pensa diferente. Ele deu a certeza de que irá comparecer às urnas este ano para votar pela primeira vez, “Eu já possuo meu título de eleitor (…) já fiz meu título com essa intenção”, conta. Daniel explicou que estuda bem sobre cada candidato, seus planos e projetos para o país e que está tranquilo quanto ao seu posicionamento político. Na opinião do jovem o voto é uma forma de tentar ajudar o país, “Minha maior expectativa é tentar fazer o melhor votando pra tentar ajudar o país a melhorar um pouquinho. Ainda que a gente faça protestos, greves e um monte de coisas, o maior ato que podemos fazer para a mudança do país é o voto”, conclui.

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